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outubro 22nd, 2012

Rapsódia Contratual

by ShaialaMarques

Quase como quando alguém se apaixona, o contrato começa. Duas vontades – uma de contratar, outra de ser contratado – se encontram. O “namoro” pode demorar, pode ser rápido, pode ser imediato…essas são as negociações. Propostas, contrapropostas, idéias. Mas uma hora tudo fica ajustado e o contrato vai ser celebrado!

O advogado, ou no meu caso, a advogada, começa a estudar a questão e com amor cada detalhe vai sendo definido. Sim, como uma boa comidinha de mãe, a diferença está no amor (e não me refiro a um certo tempero).

Os nomes e qualificações ficam no topo, deixando claro quem está entrando nesta jogada. Detalhes que são importantes, nos fazem saber com quem estamos lidando e, ali, estamos expostos nos dados pessoais. É como quando o jogo de futebol inicia e o narrador diz os nomes do jogadores entrando em campo, com o delírio da torcida.

A cláusula primeira vai dizer sobre o que estamos, afinal, contratando. O papel aceita tudo…pode ser um serviço de malabares vestidos de palhaço zumbi? Claro. Pode ser a construção de uma miniatura da pirâmide do Faraó Quéops? Sim. Pode ser a produção de 80 roupinhas de marinheiro para cachorros da raça pinscher? Sem dúvida. O serviço ou o produto vai ficar ao seu critério e à sua vontade. E se estamos fazendo algo nesta vida, porque não fazer algo criativo?

Mas as particularidades de um contrato não acabam aí. As cláusulas seguintes vão falar sobre como as coisas serão dali pra frente. Pagamento, obrigações, multas e cláusulas penais. Sim, tudo está aí, para deixar claro como este relacionamento se desenrolará. Afinal de contas, são expectativas geradas, promessas veladas, reputações em jogo e uma série de detalhes minúsculos, jurídicos ou não, declarados ou não, subjetivos ou não.

Aos advogados cabe a nobre tarefa de lapidar o contrato como um artesão habilidoso em um majestoso mármore de carrara. Lapida-se não apenas os termos, mas cada pormenor desta relação contratual, e são relações como essa que movem o mundo (e até agora,  o que você achava que movia?). Sejamos honestos, a advocacia também se relaciona ao aconselhamento, uma força para que aquelas pessoas consigam o que querem – e isto vai muito além do papel que será assinado! O advogado é o guia conhecedor, que levará os contratantes a um caminho de êxito, auxiliando e contando as histórias de cada fase desta jornada.

A jornada contratual está avançando e a minuta está pronta. As partes analisam como um cientista verifica sua lâmina de microscopia e ajusta o que mais será necessário. Assinadas, rubricadas, cumprimentos efusivos e sorrisos. Não, não acaba aí.

Os acertos finalmente viram prática, e ainda estamos tratando de uma rapsódia contratual. Mas em um mundo perfeito, as partes levam para si aquele papel e o utilizam como guia de comportamento. O que farão, o que não farão e as consequências de cada coisa estão lá, e vão cumpri-lo com a certeza de que firmaram naquele dia o que realmente tinham idéia de realizar. O bom advogado fará tudo de forma clara, para que ninguém tenha dúvidas e todos sabem bem o que assinaram. A prestação acontece. O objeto entregue. Tudo está no lugar que deveria!

A advogada aqui fica feliz e satisfeita de ver mais clientes satisfeitos, felizes e repletos de bem-estar. Este é o mundo em que eu decidi trabalhar.

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